A importância de esterilizar/ castrar os animais

quinta-feira, abril 23, 2015


Créditos da imagem: aqui.
      Hoje a publicação é informativa para quem tem animais de estimação ou gosta deles e quer resolver o que se pode tornar numa grave problemática: a existência de animais abandonados. Uma forma de atenuar este grave problema, uma das formas é recorrer à castração/ esterilização dos animais de estimação, bem como os de rua. No entanto, por vezes pode ser-se preconceituoso quando a esta temática, pelo que vamos procurar desmistificar certos conceitos que podem estar errados quanto a este assunto. Claro que para isso recorremos ao auxílio de quem sabe e as fontes que nos auxiliaram a construir o presente texto estão indicadas no final da publicação.

      Quem nos acompanha no instagram (podes fazê-lo aqui) sabe que recentemente a nossa Maria Preta, a nossa gata que foi resgatada da rua (podes conhecer a história dela aqui), foi esterilizada. Era necessário pelos mais variados motivos. Informámos-nos e decidimos que esta era uma medida extremamente necessária, ainda que nos parecesse cruel, por tantos outros motivos, antes de nos informarmos. Posto isto, hoje vamos tentar estes preconceitos que às vezes criamos por histórias ou opiniões que ouvimos e que nos podem coagir de fazer o mais certo. Assim, pensámos nas perguntas que nos fizemos a nós próprios, nas nossas dúvidas quanto à questão e procuramos respostas para as mesmas. Tentámos abranger um pouco de tudo, no entanto, se ainda te restarem dúvidas, podes sempre consultar um veterinário ou mesmo deixar a dúvida em comentários, já que o que não soubermos, arranjaremos forma de vir a saber. Esperemos que seja útil e ajude a pelo menos melhorar a vida de alguém/ algum animal e prevenir outros tantos maus-tratos... Aqui seguem então as perguntas:
Fotografia de quando colocámos a Maria Preta na caixa para a levar...
Achámos que pensou que estava a ser abandonada. Mas isso
são os seus "pais" babados e medrosos a falar ahah
1- Em que consiste a esterilização?
      Consiste na remoção cirúrgica dos órgãos reprodutores (isto é, com funções de reprodução, estritamente!). Na prática, consiste em técnicas que os veterinários usam para extrair em bloco os ovários e o útero, no caso das fêmeas, e na remoção de ambos os testículos no caso dos machos. Mas atenção!! Existem técnicas que podem ser consideradas para o mesmo efeito, não o sendo na sua totalidade. A esterilização previne doenças e ainda impede a fecundidade, enquanto que medidas como a laqueação das trompas uterinas nas fêmeas e a vasectomia nos machos, só servem para prevenir a reprodução, não trazendo vantagens e devendo ser empregues em casos muito mais específicos. Assim sendo, se te recomendarem a segunda opção, deves consultar mais do que um especialista, preferencialmente, já que é uma medida menos abrangente para as problemáticas que podem ocorrer. 

2- O animal sentirá algum tipo de dor? Pode correr perigo?
      A resposta para ambas as perguntas é negativa.
     Nós também ficámos com muito medo que a operação corresse mal, de alguma forma, mas o risco é mínimo. Claro que existe, como em tudo na vida. Não deixa de ser uma operação, é certo. Mas o que é certo é que o risco é mínimo e supostamente controlado por máquinas e geralmente não existe somente o veterinário na sala, havendo várias formas de controlar a situação e prevenir a ocorrência de males maiores. Por outro lado, no âmbito das dores, o que é certo é que quando a gata veio para casa ainda se notava o efeito da forte anestesia que lhe foi dada, várias horas posteriores à operação. Isto é, para a cirurgia o animal estará sob anestesia geral onde, tal como nós, humanos, não sentirá nada. Posteriormente, receberá medicamentos apropriados para prevenir a dor, o desconforto ou mesmo possíveis infecções, que irão garantir o bem-estar do animal.
Esta fotografia foi tirada momentos depois da nossa gatinha
ter regressado a casa. Lembra-nos dos difíceis momentos que
foram vê-la tão parada, devido à anestesia...

3- Qual a idade mais acertada para a esterilização?
      Pode ser feita em qualquer idade, mas é recomendado que seja após o primeiro cio para os elementos femininos (sendo que este acontecimento se dá entre os 6 e os 9 meses) e no caso dos elementos masculinos deve ser após o alcance da sua maturidade sexual (entre os 5 e os 6 meses). 
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4- Quais são as vantagens da esterilização? 
      As vantagens são inúmeras, mas vamos enunciar as que se consideram ser as mais importantes:
  • Reduz em grande parte a probabilidade de vir a ter patologias de grande gravidade, tais como a de desenvolver tumores mamários e outros tumores no útero e ovários, no caso das fêmeas; no caso dos machos "reduz muito o risco de patologias prostáticas (hiperplasia prostática benigna), impede o desenvolvimento de tumores testiculares e diminui a probabilidade de ocorrência de outras patologias como hérnias e tumores perianais".
  • Impede ninhadas e gestações indesejadas, pelo que impede a progressão do nascimento de animais que vão ser abandonados ou maltratados.
  • Diminui a necessidade do animal de fugir de casa, já que não tem que procurar o/a parceiro/a. Assim, reduz ainda outros incidentes que possam ser consequência da fuga, tais como brigas com outros animais ou atropelamentos, por exemplo.
  • Os comportamentos indesejados comummente ocorrem devido a alterações hormonais. Assim, geralmente os machos já não terão tendência para marcar território, não terão comportamentos mais violentos ou agressivos, bem como as fêmeas não vão fazer os ruídos que aparentam o choro de uma criança (principalmente no caso das gatas e aii como a nossa tinhaz fazia barulho...), e ainda não vão libertar feromonais sexuais que vão atrair machos das redondezas e que pode gerar vários problemas...

5- No meio disto tudo, deve haver desvantagens. Quais são?
      A lista é muito reduzida.
     Terá tendência para ganhar mais peso e há um maior risco que o animal se torne obeso, mas também há formas de contornar a situação com alimentação adequada ao estado (esterilizado) e ainda através do estímulo ao exercício. Por outro lado, há registos de cadelas de pequeno porte que anotam riscos de incontinência urinária (o que pode acontecer entre 12 a 24 meses após a cirurgia, sendo que só 9% revelam tal risco). Ainda assim, também esta situação pode ser controlada com o devido tratamento.

6- Não será melhor utilizar, no caso das fêmeas, métodos anticoncepcionais, como a pílula ou a injecção para o efeito por exemplo?
      Na opinião unânime dos veterinários, esta questão nem se deve colocar. Também nós questionámos pessoalmente e o alerta para os graves riscos foi geral! Existem vários efeitos secundários que podem ser muito perigosos e ainda assim não é totalmente eficaz. Em todas as nossas procuras nos foi indicado que aumentaria a probabilidade em larga escala de vir a ter futuros problemas de saúde que podem vir a ser fatais, tais como cancros e outras patologias bastante graves.
      É ainda importante salientar que a diferença monetária será nula, já que a pílula será algo que terá que ser administrada durante toda a vida, de tempos a tempos, enquanto que a cirurgia será definitiva. 

7- Não é importante que a gata tenha os seus primeiros rebentos? Não a deixará infeliz nunca ter tido o(s) seu(s) filhote(s)? 
      Esta foi outra questão que nos prendeu durante muito tempo. Geralmente tendemos a humanizar os animais e isso não é correcto, por isso mesmo quisemos escrever a presente publicação! Também nós, sem nos apercebermos, estávamos a tentar humanizar os pensamentos de uma gata, parecendo desconhecer a realidade: O facto é que os animais obedecem a ritmos biológicos e hormonais, pelo que não existe uma motivação psicológica. Assim, podemos compreender que se trata de um mito que não deve ser levado de forma alguma a sério. As gatas não precisam de ter filhos para se sentirem felizes, muito menos para a sua saúde (e para isto voltamos a chamar a atenção para o ponto 4, relembrando que a esterilização previne de várias doenças possíveis para o futuro dos animais que não são esterilizados). 

Créditos da imagem: aqui.

A nossa experiência e opinião pessoal: 
      No nosso caso podemos adiantar que a nossa gatinha sempre se fez ouvir quando queria comer e esteve quase três dias sem comer, sem brincar, onde só dormia, devido aos medicamentos e respectivas anestesias. Claro que foi muito doloroso para nós e nos questionámos várias vezes se tínhamos feito o que era certo, mas agora que ela já voltou às suas rotinas, uma semana depois, conseguimos ponderar melhor sobre o assunto. Aliás, hoje que já passou uma semana que ela foi operada, já estamos felizes com o resultado final, pois acabou tudo em bem. Sem infecções, sem contratempos. Tudo isto indica que o melhor é optar pela esterilização... Ainda assim, fica à tua consideração!

      Fontes utilizadas para a presente publicação aqui e aqui, bem como foi, como sempre neste blogue, usados os conhecimentos e experiências pessoais, como não poderia deixar de acontecer. E tu? Que experiências tens tu para contar? Qual a tua opinião? Esterilizaste/ Castraste o teu animal de estimação? Partilhem as vossas histórias pois ao partilharem, estamos a ajudar a que se previnam doenças, bem como ajudamos ao decréscimo do abandono dos animais, que é uma cruel problemática da sociedade actual.

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8 comentários

  1. A minha cadela teve de ser esterilizada porque desenvolveu um pós-parto psicológico. Nós queriamos bebés mas já não deu. Para nós o processo foi bastante complicado. Primeiro pelo motivo da própria esterilização e depois porque ela teve muitas dores depois de acordar da operação. Ficou ainda bem mais atrevida e agora é uma pequena peste cá em casa!
    Se soubesse o que sei hoje tinha feito logo quando estava na idade ideal para evitar problemas...

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    1. Que história... Mas é bom que sirva de exemplo para outra. Muito obrigado pela partilha!
      Pensa que o que interessa é que lhe dás uma vida por certo muito feliz e é nisso que tens que te concentrar. Não penses no passado! :P

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  2. Não tenho animais de estimação, mas é sempre bom estarmos informados sobre este assunto!

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    1. Sim, mais que não seja porque podemos sempre informar quem desconhece tais factos :)

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  3. Eu tenho dois gatos e ambos são esterilizados. em relação ao primeiro foi decisão da minha mãe, em relação ao segundo foi uma decisão minha, e eu acho que é o melhor! Decidi fazê-lo sobretudo para evitar a questão da marcação de território com urina (eles vivem dentro de casa), para evitar que ficassem demasiado excitados em meados de Fevereiro e porque, como de vez em quando vão à rua, assim sei que não deixarão descendência que, provavelmente, ficaria a viver na rua.

    A operação correu bem com ambos, acho que não há nada que recear porque, vendo bem, são muitas as vantagens e não acho que eles fiquem mal com isso!

    bejinhos *
    blog eighteen and a life

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    1. No caso da nossa gatinha era uma prioridade por prevenir exactamente doenças e evitar que a gatinha sofra durante os cios. Nunca é uma decisão fácil de tomar mas nós achamos que é sem dúvida a melhor :)

      Ele.

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Obrigado pelo comentário! Vamos responder-te no mais breve espaço de tempo que nos for possível. Até sempre! :)

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