O que deves ter em mente na escolha do teu primeiro carro?

segunda-feira, maio 18, 2015








       Nesta publicação trazemos até ti conselhos e dicas para que, na hora de assinar o contrato do teu primeiro carro, tenhas a certeza de que fizeste a escolha mais acertada. O automóvel é actualmente uma das peças-chave do nosso quotidiano. Precisamos dele para viagens longas, curtas, uma ida ao supermercado ou somente ir daqui até ali, só para não andar aqueles 5 minutos a pé. Por mais simplista que possa parecer ter um carro, é muito importante que tenhas em conta uma série de factores na hora de comprar e é, sem dúvida, um investimento que requer muita ponderação. Por isso mesmo, recomendamos que leias atentamente a presente publicação.

       1.   O orçamento. Seja um jovem ajudado pelos pais ou alguém com rendimentos próprios, o mais importante é estar sempre consciente daquilo que pode gastar e procurar “jogar” com esses valores. Façam todas as vossas contas. O melhor conselho que te podemos dar é que juntes a maior quantia possível para abateres directamente no valor do carro. Os empréstimos aos bancos são situações de dependência de grande responsabilidade. Somadas às taxas de juro e outras aplicadas nos contractos automóveis, fazem com que acabes a pagar um valor superior àquele que pediste emprestado. O ideal será que consigas chegar a um valor que te permita ter algum dinheiro de reserva. Nunca penses em gastar tudo o que tens. Por exemplo: se tiveres disponível na conta 10 mil euros, o ideal seria procurares um automóvel até aos 8 mil euros ficando assim com 2 mil euros para qualquer eventualidade.

           2.   A utilidade. Olha para um automóvel adequado às tuas necessidades diárias. Por exemplo: se o teu ritmo diário passa por simples viagens de 10 minutos até à faculdade ou para o trabalho, escolhe um automóvel o mais prático possível, mais concretamente um citadino. Noutra perspectiva, se estiver nos teus planos de vida, a curto ou médio prazo ter filhos, a melhor opção é um monovolume. É o mais adequado para famílias grandes e que tenham um ritmo familiar elevado, ou seja, façam viagens frequentes de longa ou curta distância, para visitar ou fazerem férias em família. Podem pensar que qualquer carro com 5 lugares serve para a família. Não deixa de ser verdade mas tenham em conta que um automóvel pequeno representa dificuldades maiores para entrar e sair, por exemplo para idosos e pessoas com dificuldades de mobilidade. Outro exemplo é a capacidade de carga bastante mais reduzida em relação a automóveis familiares. Tenham por isso sempre em conta o vosso contexto familiar.

          3.   A viabilidade financeira. Cada vez mais existem preocupações legítimas com o crescente preço dos combustíveis e aí se insere a viabilidade. Automóveis a gasóleo são sempre mais caros do que aqueles a gasolina, em comparação com modelos iguais. Às vezes a diferença só é compensada indo à bomba durante muitos anos e fazendo centenas de milhar de quilómetros. Deves ter em conta as vezes que viajas para mais longe, se são significativas ou não. Tendo isto em conta, certamente um carro a gasóleo é a melhor opção frente aos carros a gasolina, para quem faz percursos maiores. Poupas na hora de ir à bomba e em viagem, uma vez que qualquer carro a gasóleo faz consumos em média menos 1 litro do que um mesmo modelo a gasolina. Outras opções estão a criar adeptos. Opções como os híbridos e os eléctricos estão também disponíveis e a poupança que cada um implica é evidente mas tenham em conta que Portugal não dispõem de muitas infra-estruturas de carregamento de veículos eléctricos e ainda não existem muitas informações quanto ao custo da substituição das baterias dos veículos híbridos, o que causa algum desconforto na hora de comprar.
          4.   A durabilidade. Tens de ter em conta a idade e a quilometragem do automóvel. Se apenas te for possível adquirir um automóvel usado, procura sempre, dentro do modelo que mais se adequa ao teu ritmo de vida e estrutura familiar, o mais novo e com o menor número de quilómetros possível. Tem sempre em mente duas verdades chave: nenhum carro dura para sempre (idade) e aquilo que um carro andou, já não tem para andar (Kms). Vais com toda a certeza notar nas tuas pesquisas que um modelo igual a outro, da mesma marca, do mesmo ano e mês deveria ter o mesmo preço ou perto disso, consoante o nível de equipamento opcional que tiver. Mas se um deles tiver 200 mil quilómetros e outro tiver 10 mil, o preço vai ser completamente diferente. Isto porque o risco associado a um automóvel com muitos quilómetros são avarias frequentes e substituição de peças desgastadas, portanto muito mais visitas à oficina e consequentes e indesejadas despesas.

          5.   O historial de avarias. Se depois destes passos todos ficaste reduzido/a a alguns modelos, o próximo é pesquisar por avarias mais frequentes. Todas as marcas têm registo de avarias mais frequentes, umas mais que outras. Se dentro da marca já têm um modelo específico em mente, tenham em atenção as avarias frequentes associados a esse modelo. A informação está acessível na internet e facilmente encontrarás fóruns automóveis onde poderás deixar as tuas dúvidas e onde outros poderão partilhar contigo as suas experiências pessoais.

          6.   Ser-se paciente. Nunca te apresses na conclusão de negócio nenhum. É muito importante ires a vários stands automóveis para estares consciente do que cada um te oferece. Acontece frequentemente ires aos stands e ficares a conhecer em primeira mão oportunidades de negócio mesmo antes de estarem disponíveis no catálogo online. Fica sempre atento/a a ofertas e campanhas. Quase todas as marcas têm alguma a decorrer, embora seja, na quase totalidade dos casos, aplicadas em carros novos e não em usados. Caso tenhas algum automóvel usado para dar como retoma, nunca te fiques pelo primeiro valor que te é oferecido. Lembra-te: o stand não existe para perderes dinheiro. Fará sempre os possíveis para que aceites a menor oferta possível. É mais uma vez importante que procures vários stands diferentes e procures saber o que cada um deles oferece. Perceberás que a generosidade de uns é superior à de outros.
     Depois de ponderares muito bem o teu orçamento, a utilidade, viabilidade, durabilidade, gosto pessoal e o historial dos automóveis que tens em vista, tens então todas as condições para tomares a decisão mais acertada, fazer aquela rúbrica no contrato e dar a primeira volta no carro novo!
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6 comentários

  1. Embora em Portugal ainda haja muita aversão à Gasolina, é certo que para quem faz poucos quilómetros por ano, compensa muito mais o carro a Gasolina. O preço inicial é mais barato e a manutenção também, principalmente quando falamos no filtro de partículas.

    Bom Post ;)

    http://lhommept.blogspot.pt/

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    1. É essa mesma a perspectiva. Em cima disso acontece que as pessoas conseguem gerir melhor essa diferença enorme de valor entre os carros a gasolina e gasóleo na bomba e em mecânica.
      Obrigado :)

      Ele.

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  2. Estou na fase de compra de um carro neste momento é estas dicas são muito úteis!

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    1. Muito obrigado! Espero que corra tudo bem e que tenhas sorte. No fundo esse é o último dos pontos. Os carros são uma sorte :p

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Obrigado pelo comentário! Vamos responder-te no mais breve espaço de tempo que nos for possível. Até sempre! :)

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