Cuidados após a Castração/ Esterilização

terça-feira, março 07, 2017

       Já vos contámos a razão pela qual decidimos esterilizar a nossa pequena Chiclet. Está tudo escrito aqui. Mas faltou a parte da pós-operação, que é o que interessa saber mesmo antes de levarmos um patudo ao veterinário para uma cirurgia, de modo a conseguirmos prever os dias seguintes e cada passo a dar. Para prevenir alguns sustos por falta de informação ou mesmo acidentes graves por desconhecimento de causa, pedimos então que leiam tudo até ao final e partilhem com amigos, vizinhos ou familiares que tenham patudos a passar por esta situação.
       A operação realiza-se sob anestesia geral. É importante que perguntem como a anestesia será administrada. Se for da mesma forma que a um humano, então não deverá haver problemas quanto a isso, pois se se verificar alguma anomalia basta retirarem o tubo da anestesia para acordar o patudo. Outros meios de administração podem dar aso a erros que podem não ser ultrapassados. Neste caso é só rezar para que não haja nenhuma alergia à anestesia.
       Geralmente não é preciso que o animal de estimação seja hospitalizado depois de recuperado dos efeitos da sedação, continuando a recuperar em casa, seguindo instruções do veterinário. São algumas horas e depois já têm de volta o patudo. É importante é que tenham em atenção que estará em fase de recuperação, pelo que é normal ter alguns movimentos estranhos devido à anestesia.

As recomendações do veterinário:
  • Evitar que faça esforços. Convém que se transporte o animal de estimação nos braços ou num veículo de transporte. Não convém que salte e ande num êxtase que o possa magoar.
  • Impedir que aconteçam acidentes na recuperação. No nosso caso temos um animal pequeno que dorme connosco na cama. Uma cama alta que requer muito esforço na subida e descida. Assim a hipótese era dormir no chão. Escusado será dizer que nos mostrámos disponíveis a dormir com ela no chão a dar-lhe todos os mimos e mais alguns. No final descobrimos uma hipótese com consciência do risco: montámos a tenda na sala e dormimos no sofá-cama aberto, que sempre era mais baixo e não exigia tanto esforço. Ainda assim estivemos sempre atentos a quando queria subir e/ou descer para a ajudar. Ela própria evitava este tipo de situações e pedia-nos ajuda. (Sim, escusado será dizer que em cerca de uma semana foram muito poucas as horas dormidas!).
  • Limpar o espaço onde vamos deixar o animal também é muito importante logicamente, para o caso de os pensos saírem e não corrermos riscos de infecções. A par disso deve ser confortável pois será um local do qual não pode escapar e, quanto menos se mexer, melhor!
  • Vomitar vai ser algo normal horas depois da operação. São efeitos da anestesia e afins. Mas atenção que, se for constante, devem recorrer ao auxílio de um veterinário. O ideal é darmos comida de conforto, comida leve. Nós demos latinhas de comida húmida.
  • Impedir que o animal lamba ou arranhe a sutura. Pior! Impedir que o animal arranque os pontos. Há casos em que os animais acabam por comer parte dos intestinos, podendo ser mortal. É preciso muita, muita atenção! Todas as medidas serão poucas para prevenir isso! Um penso, um fato cirúrgico e o chamado comummente abajour (colar elizabetano) é necessário, mas não evita totalmente os acidentes, pelo que é importante que se mantenham atentos em toda a fase de recuperação.
  • No nosso caso colocámos uma meia a vestir a pequena. Achámos todos ser suficiente. Só a deixávamos sozinha por cerca de 4h. Mesmo assim um dia chegámos a casa e ela tinha acabado de tirar a meia e o penso. Teve que ser um de nós a entrar em pânico, ligar para a veterinária (que já tinha saído) e perguntar qual a melhor forma de colocar um novo penso com o que tínhamos em casa. Não foi nada, nada fácil tendo em conta que a canídea é esguia, irrequieta, teimosa e estava melindrada. Mas lá se fez e correu tudo pelo melhor. Na manhã seguinte lá fomos buscar o abajour para prevenir com tudo o que havia direito. Mesmo assim a saga continuou! Todos os dias havia o perigo constante. Retirou mesmo assim o penso, mas lá conseguimos superar tudo por bem e cá está ela linda, forte e com uma bonita linha de estimação como cicatriz. Quase nem se nota! É o que importa: que tudo tenha acabado bem.
  • Existindo parceiros de casa é importante que se mantenham afastados ou sob controlo para que nenhum lamba a ferida, incomode o descanso necessário ou que vá impelir esforços do recém-operado. Nós tínhamos sempre os felinos debaixo do campo de visão e durante a noite tínhamos que os colocar fora da sala.


  • É importante que o animal tenha acompanhamento nas primeiras 24 horas, por prevenção e para garantir que tudo corre pelo melhor.
  • Há que dar os antibióticos e analgésicos tal como recomendado pelo veterinário. Nunca, nunca algo mais! Se tiverem que refazer o penso, é mesmo só refazer o penso. Nada de pomadas, nada de nada. às vezes por bem, acontece o mal. 

        É mesmo muito importante que o animal descanse o máximo possível. Vão mesmo verificar que só vai querer dormir nos primeiros dias. Depois vai começar a querer festejar tudo e mais alguma coisa, como em todos os outros dias. Vão ter que tentar travar para que não faça nenhum movimento brusco ou exercício extenuante, pelo menos até retirar os pontos. Se colocarem pontos absorvíveis também convém ter certeza que tudo correu pelo melhor. Convém consultar sempre um veterinário.
       Ninguém nos disse que não podíamos passear com a pequena, mas ela é muito pequena, do tamanho da relva, pelo que optámos por usar os tapetes wc e deixá-la em casa para prevenir incidentes. Afinal, para além da sutura externa, também há pontos internos! O esforço de subir e descer escadas é muito grande para uma ratazanazinha como a nossa...
         Há que ter em mente que o nosso patudo levará cerca de 10 dias para recuperar totalmente da operação e poder voltar à sua vida normal. No entretanto é de ter em conta que devem deixar o menos tempo possível o patudo sozinho, procurando que esteja sempre sob observação, se possível.
        O mais importante no meio de tudo isto é mesmo o factor amor! Há que ter muita paciência, muito amor, muito carinho para dar para que tudo se ultrapasse da melhor e mais rápida forma!





9 comentários

  1. É muito bom partilharem estes cuidados, pois, por vezes, não se tem muito noção dos cuidados a ter! A minha Tichinha passou pelo mesmo e apesar do meu marido já ter tido essa experiência com outros amigos de 4 patas, estávamos sempre preocupados para que tudo corresse bem!

    A minha gatinha odiava o fato cirúrgico, pois apertava-a e detestava também usar o funil, mas tinha de ser pois quando lho tirávamos era capaz de estar horas a lamber-se e quase desfazia o fato!

    Beijinho*
    http://demantanosofa.blogspot.pt/

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    1. Nós não comprámos o fato cirúrgico. Usámos uma meia collant. É uma cadela pequena, por isso serve. Mas não se pode dispensar o uso do abajour.
      Nós achamos importante porque também nós procurámos estas informações antes de decidir fazer ou não a operação.
      Eles ficam tãão tristes com o abajour. Mas compreende-se perfeitamente. Deixam de ouvir bem, deixa de ver como antes. É complicado. Parte-nos o coração, mas é necessário...

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  2. Uau, achei o post muito esclarecedor!
    Tenho 4 gatos e 1 cão! Estão todos castrados, nunca houve problemas (ainda bem).
    Lembro-me de quando o meu cão foi castrado, foi algo triste de se ver, o alegre cão que nunca parava quieto, nem se mexia com o funil na cabeça!
    Mas isto já foi há uns 2 anos!
    Vou sem dúvida mostrar o post a mais pessoas!
    curio-so.blogspot.pt

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    1. Muito obrigado pela confiança e simpatia! :)
      És cá dos nossos no gosto a animais e, por isso, este comentário ainda tem mais valor!
      Tens que mostrar os patudos um dia destes...

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  3. Não fazia a mínima ideia, obrigada pela partilha! As melhoras para a Chiclet <3
    Beijinhos,
    An Aesthetic Alien | Instagram | Facebook

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    1. Obrigado. Ela já está aqui louca, pronta para "outra" ahah

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  4. Respostas
    1. O que mzis gostamos mesmo na blogosfera é esta partilha de experiências e vivências, por isso podes sempre contar com elas! :)

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Obrigado pelo comentário! Vamos responder-te no mais breve espaço de tempo que nos for possível. Até sempre! :)

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